sábado, fevereiro 24, 2007

Maciço de Peña Trevinca a saque! Depois da Estância de Ski, afigura-se que o Parque Eólico sempre irá avante.

As três décadas (1978-2005) de direita extremada que governaram a Galiza desde a obtenção do estatuto de Autonomia, em 1978, até à queda de Iribarne, em 2005, parecem permanecer ainda bem enraízadas nas estruturas sócio-económicas e politicas da Galiza. Deste modo se pode entender melhor a percepção que algumas das principais entidades galegas ainda têm relativamente aos aspectos do planeamento territorial e do meio-ambiente nesta comunidade.

Em meados de 2004 começou a tomar forma um projecto de construir uma Estância de Ski no Maciço de Peña Trevinca, com o principal objectivo de substituir a de Manzaneda (cada vez com mais escassez de neve e espaço). O projecto estava bem encaminhado, com a toda poderosa Fadesa a defender os seus interesses acima dos da Galiza e dos habitantes, mas felizmente foram-se erguendo muitas vozes e organizações com opiniões bem dissonantes, que a par da saída do governação do antigo ministro de Franco, Fraga Iribarne, conduziram a um relativo impasse do projecto. Agora (desde há uns longos 6 meses) aguarda-se os resultados de um amplo estudo que a Junta da Galiza está a realizar sobre este projecto e os seus múltiplos impactos (económicos, sociais, ambientais, turísticos, etc).

Paralelamente, a concretização de outro projecto ameaça de igual modo o equilíbrio dos singulares ecossistemas do Maciço de Peña Trevinca. Trata-se da construção de um grande Parque Eólico, na serra de Eixe, uma das principais vias de acesso por oeste a Peña Trevinca. E parece cada vez mais irreversível a sua efectiva implantação. A este propósito ler um artigo muito bom de Xan "Non ao Parque Eólico en Peña Trevinca".

IVª Concentração em defesa das Montanhas de Aragão, 18 de Março

Clicar na imagem para ceder a mais informação

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Aclimatação instantânea a 9 mil metros

Artigo muito interessante :
Aclimatação instantânea a 9 mil metros

sábado, fevereiro 17, 2007

"No Pico da Liberdade" : livro que retrata a ascensão de sete jovens diabéticos ao Kilimanjaro (5895 m), em Agosto de 2005, já à venda!

O livro "No Pico da Liberdade", escrito por Ana Martins, já está à venda desde 8 de Fevereiro, nas livrarias Bulhosa e FNAC de todo o país, sendo que as receitas das vendas do livro revertem a favor da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal.

Este livro narra a história verídica de sete jovens diabéticos que subiram a Montanha Kilimanjaro (5895 m), em Agosto de 2005. O livro contém muitas fotos desta expedição e ainda um DVD com a reportagem televisiva da SIC "Montanha Mágica" premiada internacionalmente, que acompanha todos os momentos da ascensão dos jovens aventureiros.

A obra também pode ser adquirida em todas as lojas Fnac, ou encomendada pelo e-mail: ajdp [arroba] ajdp.org ou através do número 967077057.

(em breve colocarei mais informação)

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Amigos da Montanha organizam novo curso de Metereologia de Montanha

Os Amigos da Montanha organizam pelo segundo ano consecutivo um curso de Metereologia de Montanha, ministrado pelo meteorologista Pedro Carradinha.

Aceder a mais informações (calendário, programa, conteúdos, preço, destinatários,...)

O Refúgio de Renclusa, em Benasque, passa a estar aberto todo o ano.

O Refúgio de Renclusa, um dos mais antigos e importantes dos Pirinéus, base de operações para as ascensões aos maciços do Aneto e da Maladeta, passa a estar aberto durante todo o ano, desde 1 de Fevereiro. Antes só permanecia aberto da Primavera ao Outono. Depois de um debate, entre as entidades envolvidas no Consórcio de Gestão, entendeu-se que a melhor solução seria a sua abertura todo o ano (tese defendida pela Federação Aragonesa de Montanhismo - FAM), de modo que facilitasse, entre outros aspectos, as operações de resgate no Inverno.

Recorde-se que depois de 9 anos de obras, finalmente no passado mês de Setembro inauguram-se as novas instalações, ampliadas e reformadas, e que permitem a sua habitabilidade invernal. Agora o refúgio tem 92 lugares e conta com bar-comedor, sala polivalente, cozinha, telefone, cacifos, garda-esquis e aquecimento. É gerido por um consórcio em que participam a FAM, o ayuntamiento (Câmara Municipal) de Benasque, e o Centro Excursionista da Catalunha. O guarda continua ser o benasquense Antonio Lafont, que já aí trabalha há mais de 35 anos. O telefone do refúgio é 974 55 21 06.

Traduzido da noticia da Barrabés de 9/2/007 ( foto da mesma fonte)

domingo, fevereiro 11, 2007

“Mais Além - Depois do Evereste”, o novo livro de João Garcia

João Garcia lançou no dia 7 de Fevereiro o seu segundo livro “Mais Além - Depois do Evereste”, editado pela ASA. A ênfase deste livro recai nas expedições que João Garcia realizou após a atingir o cume do Everest em 18 de Maio de 1999 (sem recurso a oxigénio artificial). Em 10 capítulos o alpinista narra 9 ascensões, posteriores a 1999.

A ascensão ao tecto do mundo acarretou a amputação de alguns dedos ao himalaísta o que à partida lhe limitaria as suas actividades e expedições subsequentes no “mundo do alpinismo” . Contudo João Garcia conseguiu provar, sobretudo a si mesmo, que mesmo com tais handicaps físicos continuavam a não existir limites para os seus intentos.

No ano 2000, após algum tempo de recuperação, João Garcia decidiu continuar a fazer aquilo que mais gosta: escalar montanhas. Depois de um regresso ao Evereste, para uma pequena homenagem ao seu falecido amigo, voltou a escalar montanhas, progressivamente de maior dimensão.

Desde de o Evereste João Garcia já escalou mais cinco montanhas com mais de oito mil metros (todas sem recurso a oxigénio artificial):

  • Gasherbrum II (8035 m), em 2001
  • Gasherbrum I, (8068 m), em 2004
  • Lhotse, Nepal (8516 m), em 2005
  • Kanchenjunga, Nepal (8586 m) em 22/5/2006
  • Shisha Pangma, Tibete (8046 m) em 31/10/2006

João Garcia iniciou em inícios de 2006 o projecto "À conquista dos Picos do Mundo", que se estenderá, à partida, até 2010. O objectivo é neste ano (2010) ter escalado (e sem recurso a oxigénio artificial) as 14 montanhas com mais de 8000 metros (8K) existentes na superfície terrestre. Quando iniciou este projecto (princípios de 2006) tinha escalada já 6 montanhas 8K. Durante o ano de 2006 escalou mais duas (Kanchenjunga e Shisha Pangma). Passou a contabilizar no total oito montanhas 8K, e já prepara a expedição ao K2 (8 611m) cuja ascensão será iniciada em Maio de 2007.


Para além destas montanhas já escalou, desde 1999, mais outros dos sete cumes mais altos dos 7 'continentes':

  • Monte McKinley, Alasca (6194 m) em 2002
  • Maciço Vinson, Antárctida (4897 m) em 2003
  • Aconcágua, Argentina (6959 m)
  • Elbrus, Rússia (4741 m)
  • Kilimanjaro (África) (5895 m)

O monte Aconcágua, Elbrus e o Kilimanjaro já tinha atingido anteriormente a 1999 os seus cumes. Inclusive ao Aconcágua realizou em 2004 a sua 7ª ascensão. Para além destas expedições João Garcia escalou entretanto muitas outras montanhas dos Himalaias, Andes, ou Alpes.

João Garcia é também autor do livro “A Mais Alta Solidão”, editado em 2001, que já vendeu masi de 30 mil exemplares. O mais recente livro “Mais Além - Depois do Evereste”, foi dedicado ao alpinista Bruno Carvalho, que faleceu em 31 de Outubro de 2006, vítima de queda, durante a descida do Shisha Pangma, cujo cume tinha atingido horas antes, integrado numa expedição portuguesa liderada por João Garcia. No livro não é incluído nenhum capítulo sobre a subida ao Shisha Pangma "porque o livro já já estava feito" quando iniciou a expedição.


No dia 9 de Fevereiro foi também apresentado o livro de banda desenhadaEvereste’, da autoria de Ricardo Cabral (ilustrador do Correio da Manhã), sobre a ascensão de João Garcia ao cume do Evereste, em 1999. Este livro aborda não só o dia da ascensão ao cume Evereste (em que João Garcia perdeu o amigo Pascal Debrouwer) mas também alguns episódios da infância de João Garcia, nos Olivais, onde ainda reside, tal como Ricardo Cabral.

O livro foi apresentada no decorrer da segunda edição do evento "Um mundo de aventuras", que se realiza entre 7 e 11 de Fevereiro no Centro Vasco da Gama, em Lisboa.

Esta edição foi produzida pela Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais e pela Câmara de Lisboa. Uma homenagem que aquela junta pretendeu fazer ao alpinista e que se destina a ser distribuída gratuitamente a alunos das escolas da zona, num incentivo à prática do desporto.

Um ano foi o tempo que Ricardo demorou a desenhar a aventura de Garcia – “fiz muita pesquisa e o João forneceu-me muito material”. “O Ricardo conseguiu um detalhe e rigor impressionantes. É como se tivesse lá estado», afirmou João Garcia, explicando que os dois trabalharam em conjunto vendo fotografias e vídeos. Para os textos, o autor baseou-se no livro “A Mais Alta Solidão”.

© (imagem inferior dir.) Correio da Manhã


Índice do Livro:

1 O mesmo jogo, novas regras
2. No Trilho Inca (Chopicalqui - Peru)
3. Regresso aos oito mil metros (Gasherbrum II)
4. Os Himalaias em português (Pumori - Nepal)
5. Brincadeiras à Sombra dos Annapurnas (Himlung Himal - Nepal)
6. No imenso branco da Antárctida (Monte Vinson)
7. Uma aventura em familia (Amadablam - Nepal)
8. Emoções fortes no Paquistão (Gasherbrum I)
9. O outro lado do Evereste (Lhotse - Nepal)
10. Os Tesouros da grande neve (Kanchenjunga - Nepal)

Será que é mesmo por causa da falta de neve?

O Nevestrela assume uma relativa projecção de âmbito nacional, mas apesar dessa relatividade a verdade é que continua a afigurar-se como a mais emblemática actividade do Montanhismo em solo nacional. O Nevestrela apesar de não ser organizado pela FPME a verdade é que desde 2003 participam sobretudo membros de clubes e associações desta federação. E mais do que isso, tem sido um dos locais privilegiados para o encontro de clubes e associados desta federação.

Aliás, 2003 foi um ano simbólico pois foi o primeiro Nevestrela depois da formação da FPME e contou com um grande número de clubes que entretanto tinham fundado ou se tinham agregado à nova Federação. No meu caso, que até aí nunca me tinha aliciado muito participar num Nevestrela (pois prefiro actividades com grupos mais pequenos), entendi participar pela primeira vez neste simbólico Nevestrela. Participei na altura integrado no Grupo de Montanhismo de Vila Real (GMVR), do qual era membro. Como na viagem até à Estrela fui no mesmo carro (próprio) com o chefe Carlos Gomes ele foi-me contado alguns bem interessantes episódios da peculiar relação (ou quase ausência dela) entre o FCMP e o montanhismo português até esse momento, e que ainda me recordo bem. Felizmente, desde então, as coisas mudaram algo.

Voltando ao presente, como estamos recordados, na última assembleia-geral da UIAA, em Banff, em Outubro passado, a FPME granjeou alcançar múltiplas vantagens (em relevante parte através do CNM):

  • ter o mesmo peso nas votações das reuniões da UIAA que a FCMP
  • poder enviar às competições internacionais, organizadas pela UIAA, a mesma quota de atletas que a FCMP
  • ter o direito de organizar competições reconhecidas pela UIAA
  • realizar em 2009 em Portugal a importante Assembleia-geral da UIAA.

E mais importante de todas: a abertura de um Inquérito à legitimidade da presença de uma Federação que tutela, entre outros, o Campismo, como é o caso da FCMP, no seio da UIAA.

Com isto tudo pensava eu que este Nevestrela 2007 era bem simbólico.
Mas enfim, parece tratar-se de mais um Nevestrela…

Dos clubes integrantes da FPME para além dos organizadores: o Clube de Montanhismo da Guarda e o Associação de Amigos da Serra da Estrela (ASE), pelo que observei parece que apenas o GMVR, o CAAL e a Gardunha Viva vão estar presentes oficialmente*. Claro que de alguns outros clubes sempre vai aparecer alguém que depois lá se declarará como representante do seu respectivo clube, mas convenhamos que sempre são representações dissemelhantes. Na realidade, a maioria dos clubes da FPME vai aproveitar o período carnavalesco para realizar actividades noutros espaços. E depois temos o caso, de pelo menos um clube (do litoral centro) da FPME, que vai estar no mesmo período do Nevestrela a realizar actividades na Serra da Estrela, de seu âmbito particular. Claro que cada Clube tem toda a legitimidade de organizar as actividades que assim entende e quando e onde entende, mas tendo os clubes da FPME passado em conjunto, nos últimos anos, por diversas adversidades, como, entre elas, a quixotesca (para ser eufemista) expulsão que a FCMP lhe acarretou, talvez em anos 'mais simbólicos' pudessem marcar reforçada presença em actividades de âmbito nacional.
Nem que fosse porque este ano o Nevestrela tem associada uma actividade muita meritória, a continuação do programa de plantação de
"Um Milhão de Carvalhos para a Serra da Estrela", organizado pela ASE.

*Nota: do CNM - Porto desconheço as suas actividades na segunda quinzena de Fevereiro.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

III Congresso Internacional da Montanha — Desporto e Turismo Activo (CIM 2007) de 23 a 25 de Novembro de 2007, no Estoril


"A Associação de Desportos de Aventura Desnível (ADA Desnível) e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE) organizam, de 23 a 25 de Novembro de 2007, o III Congresso Internacional da Montanha — Desporto e Turismo de Aventura (CIM 2007).

A iniciativa, à semelhança das anteriores edições (CIM 2002 e CIM 2004), decorrerá no auditório da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, contará com a participação de especialistas e entidades nacionais e internacionais ligados ao ambiente, turismo activo e desportos de aventura. Para além de apresentar as modalidades desportivas praticadas, o CIM tem vindo a apostar em reunir, num debate alargado, os diversos intervenientes que interagem no território rico e preservado que são as montanhas. Formação, regulamentação, empreendedorismo, treino, fisiologia, técnica, risco, são alguns dos temas deste grande fórum bienal que já vai na sua terceira edição.

Este Congresso contará com duas palestras, um debate e cerca de 32 comunicações. Para além dos oradores convidados, a organização do Congresso aceita comunicações livres.

Durante a conferência decorrerá um programa destinado aos participantes, aos acompanhantes e à população em geral. Este programa é constituído por diversas actividades, entre as quais se contam: Percursos Pedestres, Canoagem, BTT, Escalada, Passeios em Veleiro e uma visita ao Parque Natural Sintra Cascais."


Temas Gerais do Congresso:
  • Sustentabilidade – turismo e desporto na natureza;
  • Inovação e tecnologias em turismo activo;
  • Formação em turismo e desporto na natureza;
  • Gestão do risco e segurança nos desportos de aventura;
  • Empreendedorismo, inovação e turismo activo;
  • Saúde, fisiologia e desporto aventura;
  • Empresas de animação turística: problemas e práticas.



Inscrições e informações:

Toda a correspondência e pedidos de esclarecimento devem ser dirigidos a:

cim2007 - SECRETARIADO

ESHTE - Gabinete de Comunicação e Relações Públicas
Av. Condes de Barcelona Portugal
2769-510 Estoril, Portugal

tel: +351 210 040 729 | fax: +351 210 040 719
e-mail: info@cim-estoril.com | web: www.cim-estoril.com

Segunda a sexta-feira das 9h30 às 12h00 e das 14h30 às 17h00


Ficha de Inscrição


Fonte do texto e logotipo: cim 2007

Ascensão à Peña Ubiña - Amigos da Montanha - 3 e 4 /2/007

Ascensão à Peña Ubiña (2 417m) - Amigos da Montanha - 3 e 4 de Fevereiro de 2007


No dia 3 de Fevereiro de 2007, cerca das 6h30, partiram da sede da associação “Amigos da Montanha”, em Barcelinhos, 18 membros da respectiva secção de Montanha. As duas carrinhas onde seguiam os montanhistas seguiram rumo às Astúrias, chegando ao términos do seu percurso cerca de seis horas depois. Aparcaram no pequeno povoado de Tuiza de Arriba (1230 metros), que se situa nas imediações do maciço de Ubiña, uma zona de Paisagem Protegida, desde 1994. O maciço calcário de Ubiña que se estende ao longo de 13 200 hectares representa o segundo maciço mais importante das Astúrias depois dos Picos da Europa e possui quase 50 cumes que superam a cota dos 2 mil metros. Oito deles superam os 2.300 metros e três os 2.400 metros. Esse privilegiado trio é constituído pela Peña Ubiña (2417m), Fontán Norte (2417 m), e o Fontán Sur (2 408 m).

Peña Ubiña (2417 m) (clicar para aumentar)

Em Tuiza de Arriba o grupo equipou-se a rigor e cerca das 13h15 (PT) partiu em direcção ao refúgio de Meicín (1549 m), trilhando um sendero com neve muito farta e relativamente macia. Menos de meia hora depois já se avistava defronte o imponente maciço de Peña Ubiña, e não tardou que se chegasse ao novo refúgio (ainda em fase de construção), no circo de Ubiña. Prevê-se que abrirá em inícios de 2008 substituindo o velho refúgio de Mieres.

Acampamento junto ao novo refúgio de Meicín (clicar para aumentar)

Numa zona normalmente varrida a ventos fortes, sobretudo nesta época do ano, destacava-se a bonança geral pese embora o céu estivesse bastante carregado. Devido à profusa neve a pequena laguna El Llegu, próxima do refúgio, estava oculta. Montaram-se as tendas e aproveitou-se para petiscar mais alguma coisa. De tempos a tempos caía por uns minutos alguma neve, bem como passavam pelo acampamento alguns espanhóis que regressavam dos cumes mais próximos. Inclusive um ovetense (natural de Oviedo) muito simpático, já na casa dos sessenta, que entabulou conversa com o pessoal da nossa tenda. Curiosamente trazia um piolet “daqueles que remontam já a meados do século passado” como reparou o Sousa. Disse-nos que era dirigente do “Centro Deportivo y Cultural Mierense” que administrava o refúgio antigo e que entretanto tinham passado essa jurisdição para a FEDME, depois de se ter decidido construir novo edifício. Referiu também que segundo as últimas medições, realizados em 2006 o Fontán Norte possui mais três metros que a Peña Ubiña, pese embora esta ter sempre a coberto a histórica primazia.

Entretanto o Peixoto, responsável pela organização geral da actividade partiu com o Sá rumo ao cume de Peña Ubina com o intuito de inquirir melhor sobre o(s) percurso(s) e as suas condições no momento. O resto de grupo esteve durante o resto da tarde, orientado pelo Kata, a treinar técnicas invernais e alpinas num zona próxima. Menos de três horas depois os dois grupos estavam de regresso ao acampamento e o pessoal que tinha ficado mais cá por abaixo inteirou-se melhor junto do dueto que subira das condições da ascensão. O Peixoto forneceu as indicações para a ascensão do dia seguinte assim como foi definido a constituição das cordadas.
Cada grupo recolheu à sua respectiva tenda para preparar o jantar, já a escuridão e um intenso frio tinham descido sobre o vale. Cerca das 22h (PT) já não se vislumbrava nenhum frontal aceso.

O acampamento despertou cerca das 5h30 (PT) e preparou-se para partir em 4 cordadas: cordada A (Kata, Fernando, Melita, Zé de Braga) , cordada B (Sousa, Nuno, Toni, Fátima), cordada C (António, Mónica, Isabel, José Carlos) e cordada D (Marco, Rui, Cadinha).

Ascensão à Peña Ubiña (clicar para aumentar)



Ascensão à Peña Ubiña - Foto captada pelo Carlos Peixoto
(clicar para aumentar)


Cerca das 6h10 (PT) começou-se a subir pela vertente oeste, com o Sá a abrir o caminho seguido da cordada guiada pelo Kata e das seguintes cordadas. O Peixoto orientava a coordenação entre as cordadas e prestava segurança numa ou outra passagem que exigia mais atenção, sobretudo com a presença de gelo. Passámos a cerca de 1 950 metros o Collado de Terreros, e já o dia amanhecera quando ingressamos por um corredor com duas passagens que forçaram a uma ligeira e acessível trepadela. Passado este corredor irrompemos de novo numa vertente “mais aberta”, onde já pudemos observar ao fundo quase o topo da Peña Ubiña e à esquerda a Ubiña Pequeña (2 197 m ).

Foto do cume (foto captada pelo Kata)

Pouco antes das 10h, os dezassete montanheiros, depois de superarem perto de 900 metros de desnível, pisavam o cume da Peña Ubiña (2 417 m). Neste, o sol apresentava-se radioso (apesar do natural frio devido à altitude) e a visibilidade era impressionante. O céu estava bastante limpo e dali podiam-se avistar dezenas e dezenas de quilómetros em redor num extraordinário mosaico de montanhas e cordilheiras a perder de vista. Infelizmente também se podia ver no cume um placa metálica em memória de três jovens alpinistas que pereceram naquele local em 1969.

Panorâmica (norte) a partir do cume da Peña Ubina (2 417 m) (clicar para aumentar)


Panorâmica (este) a partir do cume da Peña Ubina (clicar para aumentar)

Todos aproveitaram para captar com as objectivas das suas máquinas as prodigiosas paisagens em redor. As cordadas desceram de seguida em ritmo apressado mas com a devida segurança e cerca de uma hora depois já todas estavam de novo no acampamento. Este foi de pronto desmontado e regressou-se a Tuiza de Arriba. Pouco depois partiu-se de carro para Campomanes onde se almoçou. No final, regresso directo a Portugal.

Panorâmica (nordeste) a partir do cume da Peña Ubina (clicar para aumentar)

Fotos: © Fernando Vilarinho


Percurso a linha amarela a tracejado (clicar para ampliar)


Percurso no Google Earth ( linha amarela - 1º dia e linha laranja - 2º dia)
(Clicar para ampliar)



Percurso do 2º dia em destaque (Clicar para ampliar)



Ver Ainda:

Fotos agrupadas (grande dimensão) no blogue "Multiactividades Desportivas":

Slideshow no Flickr

Photoset no Flickr

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Ascensão à Peña Ubiña - Amigos da Montanha - 3 e 4 /2/007

Ascensão à Peña Ubiña - Amigos da Montanha - 3 e 4 / 2 / 007


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Ascensão à Peña Ubiña - Amigos da Montanha - 3 e 4 /2/007

Este post é para ver se ganho o prémio de post mais parolo do ano...




XXIV edição do Nevestrela, de 17 a 20 de Fevereiro de 2007

De 17 a 20 de Fevereiro de 2007 vai-se realizar a na Serra da Estrela a XXIV edição do Nevestrela, organizada pelo “Clube de Montanhismo da Guarda” e o “Associação de Amigos da Serra da Estrela” (ASE) Como habitualmente a iniciativa ficará sedeada no Covão D´Ametade.

Nas actividades a realizar incluem-se uma “Travessia com pernoita” (dias 17 e 18 de Fevereiro e limitada a 30 participantes), um "Percurso de longa duração" (dia 18), Plantação de Carvalhos integrada no programa "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela" (dias 18 e 19) e instalação de pontão para pastores no Vale da Candeeira (dia 18).

A pré-inscrição para o Nevestrela 2007 e para a "Travessia com pernoita" pode ser feita:

  • no site do CMG,
  • tel. 271 222 840,
  • sede CMG.

Mais informações (Programa, preço da inscrição, seguro, etc)

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

International Federation of Sport Climbing (IFSC) foi criada no dia 27 de Janeiro

Foi oficializada a 27 de Janeiro, em Frankfurt (Alemanha), no decorrrer da Assembleia Geral de UIAA, uma nova federação internacional que vai gerir que a Escalada Desportiva. Trata-se da International Federation of Sport Climbing (IFSC), cujo propósito é uma melhor gestão, mais independente e com benefícios em relação à candidatura da Escalada a desporto Olímpico.
Já em 14 de Outubro na reunião anual da UIAA se tinha decidido a sua criação, por uninimidades das federações constituintes. Desta nova Federação fazem parte a Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada (FPME) e a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.